19/12/2007

Assis

Metida na cama entre a avó e o avô, pequena aprendi com eles os pai nossos e as avé marias. Os rituais dos incensos e das hóstias, as velas e as procissões.


Chegada a Roma, a crença, já em crise, entra numa espiral descendente, contrariada por tanta opulência.

Mas Assis mudou tudo. Francisco e Clara, juntos na mesma cidade. Apaixonei-me pelo despojamento e, por momentos, voltei a acreditar em algo.

Rodeada pelos bens que restam de Francisco, senti-me ínfima, pequena, esmagada pelos ideais de humildade e pobreza que pregou.

Foi efémero, esse meu regresso às crenças antigas, mas válido pela sensação que deixou, de que tudo pode ser tão simples, tão sentido...

4 comentários:

Maria del Sol disse...

É imperdoável, eu sei, mas não fui a Assis enquanto estive em Itália. E Deus sabe (literalmente) do quanto um momento desses me faria falta...

Gostei deste post :)

a dona do blog disse...

percebo completamente o sentimento. há sítios assim. mais uma semana em cracóvia e acho q a minha fé antiga voltava.

Miguel disse...

ola ola:) aquela mala penso que já tem dona:( mas vou confirmar!! igual , igual não sei se t consigo fazer, mas logo que saiba digo t alguma coisa pode ser?:) bjo bjo bom natal e bom ano novo***

Anónimo disse...

Oh Claudiiii! Deixa lá as crenças nos deuses pas beatas! Abomino tudo o que seja religião e fanatismos!...Acreditem em vós próprios e nas vossas capacidades! Vocês são os vossos próprios deuses!...Sou narcisista, eu sei...mas porra, pq hei de louvar um bacano magrinho tipo carouxo, com barba tipo sem-abrigo e sado-maso !??!...Mas ya..aprendi a tocar viola na igreja...que incoerência!=P

bju*